O banco pede um fiador ou avalista no crédito habitação quando a taxa de esforço do comprador ultrapassa os limites recomendados ou quando o rendimento é considerado instável, como acontece frequentemente com jovens ou trabalhadores independentes. O familiar garante passa a responder pela dívida caso o titular do crédito deixe de pagar.
Em que situações o banco exige um fiador
Desde a entrada em vigor da recomendação do Banco de Portugal que limita a taxa de esforço a 45% em agosto de 2026, mais compradores jovens ou com rendimento variável ficam abaixo do limiar de aprovação automática. Nestes casos, alguns bancos aceitam aprovar o crédito na mesma se um familiar direto — normalmente pai ou mãe — assumir o papel de fiador ou avalista, reforçando a garantia de pagamento.
Esta solução é particularmente comum em créditos para a primeira casa de jovens até aos 35 anos, sobretudo quando combinam IRS Jovem e IMT Jovem mas ainda assim não atingem sozinhos o rendimento mínimo exigido pelo banco.
O que o fiador assume ao assinar
Ao contrário de um simples aval moral, a fiança bancária é um compromisso jurídico: se o titular do crédito deixar de pagar, o banco pode exigir o pagamento das prestações em atraso diretamente ao fiador, incluindo através da penhora dos seus bens. Por isso, antes de aceitar este papel, o familiar deve avaliar com cuidado o impacto que esta responsabilidade pode ter na sua própria capacidade financeira e no seu próprio acesso a crédito no futuro.
A fiança mantém-se ativa durante toda a vida do crédito, salvo se o banco aceitar libertá-la mais tarde, normalmente quando o titular reforça o seu rendimento ou amortiza uma parte significativa do capital em dívida.
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Alternativas à fiança familiar
Em alguns casos, é possível recorrer a um seguro de crédito ou a um reforço de garantia hipotecária sobre outro imóvel da família, em vez de comprometer diretamente o património pessoal de um fiador. Esta opção deve ser sempre comparada com a fiança clássica antes de se avançar com a proposta ao banco.
Perguntas Frequentes
Um fiador no crédito habitação fica registado como devedor no Banco de Portugal?
Sim, a partir do momento em que a fiança é acionada por incumprimento do titular, a situação pode refletir-se na Central de Responsabilidades de Crédito, afetando a capacidade do fiador de contrair novo crédito.
O fiador pode deixar de o ser depois de o crédito estar a decorrer?
Só com o acordo do banco, normalmente quando o titular do crédito demonstra rendimento próprio suficiente ou reforça outras garantias que tornem a fiança dispensável.
É melhor ter um fiador ou pedir um crédito de valor mais baixo?
Depende do perfil da família: reduzir o montante financiado evita comprometer terceiros, mas pode significar comprar uma casa mais pequena ou noutra zona, pelo que vale a pena simular as duas alternativas antes de decidir.
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