Com a Euribor a atingir em agosto de 2026 os valores mais altos desde novembro de 2024, e analistas a não anteciparem descidas antes de 2027, a escolha entre taxa fixa, variável ou mista tornou-se uma das decisões mais importantes para quem está a contratar crédito habitação este ano.
Taxa variável: continua a ser a opção mais escolhida em Portugal, por historicamente ter um spread mais baixo. Mas com a Euribor em subida e sem perspetiva de alívio a curto prazo, quem opta por esta modalidade deve estar preparado para novas subidas de prestação nas próximas revisões, sobretudo com indexantes a 3 e 6 meses.
Taxa fixa: permite bloquear a prestação durante todo o prazo do crédito, ou por um período alargado, protegendo a família de novas subidas. A desvantagem é que, em regra, o valor da taxa fixa incorpora já uma margem de segurança do banco, o que pode torná-la mais cara do que a variável se a Euribor descer antes do esperado.
Taxa mista: combina um período inicial a taxa fixa, normalmente entre 2 e 5 anos, seguido de taxa variável. É uma opção intermédia que tem ganho procura precisamente em contextos como o atual, em que há incerteza sobre a evolução das taxas a curto prazo mas expectativa de estabilização a médio prazo.
Não existe uma resposta universal: a escolha certa depende da tolerância ao risco de cada família, da estabilidade do rendimento e do horizonte temporal previsto para o crédito. O mais importante é pedir sempre simulações comparáveis dos três regimes ao mesmo banco, e não decidir apenas com base na prestação inicial, mas também no cenário de subida que cada modalidade permite absorver.
Consultoria Gratuita · Sem Compromisso
Já sabe quais são as suas opções de financiamento e investimento?
Acompanhamos de perto o mercado e as condições de crédito no Porto todos os dias. Fale connosco e receba uma orientação gratuita, sem qualquer compromisso.
Ou fale já connosco: WhatsApp (+351) 937 100 200 · Ligar agora · geral@casasporto.pt