Com a Euribor a 12 meses acima de 2,7%, bem mais alta do que os cerca de 2,08% registados há um ano, muitas famílias com crédito habitação têm sentido o aumento da prestação. Uma das soluções menos conhecidas, mas muitas vezes eficaz, é a transferência de crédito habitação entre bancos.
Transferir o crédito significa, essencialmente, liquidar o empréstimo existente numa instituição financeira e constituir um novo contrato junto de um banco diferente, que assume a dívida e passa a ser o novo credor. O objetivo é conseguir melhores condições: um spread mais baixo, uma TAEG mais competitiva ou seguros associados mais baratos.
Custos a considerar em 2026:
- Comissão de reembolso antecipado de 0,5% do capital em dívida, para créditos a taxa variável;
- Comissão de até 2% do capital em dívida, para créditos a taxa fixa;
- Custos de avaliação, abertura e registo no novo banco — que, muitas vezes, o próprio banco de destino oferece para atrair novos clientes.
Quando vale a pena? Para créditos com menos de 5 a 7 anos de vida, a poupança raramente compensa os custos do processo, que demora normalmente entre um e dois meses. Já para créditos mais antigos, com spreads elevados contratados noutro contexto de mercado, a diferença pode representar uma poupança relevante ao longo dos anos restantes do empréstimo.
Antes de decidir, faça sempre a conta completa: compare a prestação atual com simulações de pelo menos dois ou três bancos, incluindo todos os custos de transferência, e não apenas a taxa de juro anunciada. Se está também a pensar vender a casa em vez de renegociar o crédito, comece por perceber quanto vale o imóvel hoje — pode ser uma alternativa mais vantajosa do que manter e renegociar um financiamento antigo.
Quer saber quanto vale a sua casa no mercado atual?
A equipa Casas Porto faz uma avaliação gratuita e sem compromisso do seu imóvel, com resposta rápida.
Ou fale já connosco: WhatsApp (+351) 937 100 200 · geral@casasporto.pt