Num contexto em que a Euribor mostra sinais mistos — a subir a 3 meses, a descer a 6 e 12 meses, segundo os dados mais recentes de julho de 2026 —, cada vez mais compradores procuram algum grau de previsibilidade na prestação da casa, optando por regimes de taxa mista, com um período inicial de taxa fixa antes de transitar para taxa variável indexada à Euribor.
Os bancos oferecem tipicamente períodos de fixação de 2, 5 ou 10 anos, cada um com um perfil de risco e custo diferente. Fixações mais curtas (2 anos) costumam ter taxas mais baixas, mas expõem o comprador à Euribor relativamente cedo. Fixações mais longas (10 anos) dão mais previsibilidade, mas normalmente com uma taxa fixa mais elevada e possíveis comissões de reembolso antecipado mais gravosas.
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Para quem compra uma casa para viver a longo prazo, um período de fixação mais longo pode fazer sentido para garantir estabilidade orçamental. Já para quem perspetiva revender ou mudar de casa dentro de poucos anos, uma fixação mais curta pode ser mais vantajosa, evitando penalizações de saída antecipada.
Este é também um fator relevante para quem vende: compradores com taxa fixa a prazos mais longos tendem a ter maior segurança orçamental, e por isso maior disposição para avançar com propostas firmes sem ficarem reféns de futuras subidas da Euribor.
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