Quando assina um crédito habitação, raramente lhe perguntam explicitamente qual o sistema de amortização que prefere — mas a escolha entre prestações constantes (sistema francês, o mais comum em Portugal) e prestações decrescentes tem um impacto real no seu orçamento ao longo dos anos.
No sistema de prestações constantes, paga sensivelmente o mesmo valor todos os meses, mas a proporção entre capital e juros muda: no início, a maior parte da prestação é juros; só nos últimos anos é que a maior parte passa a ser amortização de capital. No sistema de prestações decrescentes, amortiza sempre o mesmo valor de capital, pelo que a prestação começa mais alta e vai diminuindo ao longo do prazo.
Com a taxa de esforço máxima recomendada agora em 45%, muitas famílias acabam por optar, quase por defeito, pelo sistema de prestações constantes, porque permite uma prestação inicial mais baixa e, por isso, mais fácil de aprovar. Mas quem tem capacidade para suportar uma prestação inicial mais elevada pode poupar milhares de euros em juros totais ao escolher o sistema decrescente.
- Prestações constantes: mais fáceis de aprovar, mais previsíveis, mas mais juros pagos ao longo do crédito
- Prestações decrescentes: prestação inicial mais alta, mas menos juros pagos no total
- Nem todos os bancos oferecem as duas opções — pergunte antes de comparar propostas
Antes de assinar, peça ao banco simulações lado a lado dos dois sistemas, com o total de juros pagos ao longo de todo o prazo — a diferença pode surpreendê-lo.
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