Em 2026, os arrendatários passaram a poder deduzir no IRS até 15% das rendas suportadas ao longo do ano, com um teto máximo de 900 euros. Esta medida, pensada para aliviar o peso do arrendamento nas famílias, tem também um efeito indireto sobre quem tem imóveis arrendados: torna o arrendamento formal e declarado ainda mais atrativo face a soluções informais, e reforça a pressão para que os contratos estejam devidamente registados nas Finanças.
Para os senhorios, esta dedução não representa um custo direto, mas reforça a importância de emitir sempre recibo eletrónico de renda e de ter o contrato de arrendamento corretamente comunicado. Inquilinos mais informados tendem a exigir esta formalização para poderem beneficiar da dedução, o que pode influenciar a escolha entre um imóvel e outro no momento de arrendar.
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Esta medida surge num contexto de forte procura por arrendamento, com os anúncios a receberem em média 36% mais contactos do que há um ano. Para proprietários que hesitam entre arrendar ou vender, a formalização fiscal do arrendamento é apenas mais um fator a pesar na decisão, ao lado da rentabilidade líquida e da disponibilidade para gerir o imóvel a longo prazo.
- Dedução de IRS até 15% das rendas pagas, com teto de 900€ por agregado
- Reforça a importância do recibo eletrónico de renda para os senhorios
- Surge num contexto de procura recorde por casas para arrendar
Se tem um imóvel arrendado ou está a pensar arrendar, vale a pena perceber como esta medida pode influenciar a procura e o valor da sua renda.
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