Depois de vários meses de relativa estabilidade, as taxas Euribor a 3 e 6 meses voltaram a subir em julho de 2026, encarecendo ligeiramente as prestações de quem tem crédito habitação a taxa variável indexado a estes prazos. A Euribor a 12 meses, por sua vez, fixou-se perto dos 2,8%, mantendo-se relativamente estável face ao mês anterior.
Na prática, para um crédito habitação médio, esta subida traduz-se num aumento de poucos euros na prestação mensal — mas o efeito acumulado ao longo do ano pode ser significativo, sobretudo para quem contraiu empréstimos de valor mais elevado.
Porque sobem as taxas?
As oscilações da Euribor têm sido influenciadas por fatores geopolíticos e pela evolução da política monetária do Banco Central Europeu. Prazos mais curtos, como 3 e 6 meses, tendem a reagir mais rapidamente a estas variações do que o prazo de 12 meses.
O que pode fazer:
- Reveja o spread do seu contrato e compare com as ofertas atuais do mercado — pode valer a pena renegociar ou transferir o crédito
- Considere mudar para uma taxa mista ou fixa se procura maior previsibilidade nas prestações
- Simule diferentes cenários de subida da Euribor antes de assumir um novo crédito
- Se está a comprar casa agora, negoceie o spread com várias instituições antes de decidir
Quem está a entrar no mercado agora deve ter em conta estas variações no cálculo do esforço financeiro mensal, garantindo uma margem de segurança para eventuais subidas futuras.
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