Em abril de 2026, o Governo português anunciou um reforço de 750 milhões de euros na garantia pública para o Crédito Habitação Jovem, elevando o montante total disponível para cerca de 2,3 mil milhões de euros. A medida surge depois de, segundo dados recentes, metade dos jovens que contrataram crédito habitação em 2026 terem recorrido a este mecanismo.
Como funciona a garantia pública: o Estado atua como fiador de parte do valor do empréstimo — normalmente até 15% — reduzindo o risco para o banco e permitindo que o jovem financie a totalidade do valor do imóvel, sem necessidade de entrada inicial em muitos casos.
Quem pode candidatar-se:
- Ter entre 18 e 35 anos;
- Não ser proprietário, nem parcialmente, de outra habitação;
- O crédito destinar-se à compra de primeira habitação própria e permanente;
- Rendimentos anuais até 86.634 euros;
- O imóvel a comprar não pode ultrapassar os 450.000 euros;
- Não ter dívidas às Finanças nem à Segurança Social;
- Nunca ter beneficiado desta garantia anteriormente.
A garantia tem validade de dez anos a partir da data do contrato, e todos os contratos formalizados até 31 de dezembro de 2026 podem ainda beneficiar desta cobertura. Um ponto importante, e muitas vezes desconhecido: é possível acumular esta garantia pública com a isenção de IMT e Imposto do Selo já existente para jovens até 35 anos na compra da primeira casa, o que reduz de forma muito significativa o capital inicial necessário.
Para quem está do lado da venda, esta medida amplia consideravelmente o número de compradores jovens qualificados no mercado — um fator a ter em conta na hora de definir o preço e a estratégia de divulgação de um imóvel apelativo a este segmento.
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