Num T1 no Porto avaliado em 180.000€, o arrendamento de longa duração gera tipicamente uma rentabilidade bruta anual entre 5% e 6%, enquanto o arrendamento de curta duração pode atingir rendimentos brutos superiores a 8%, mas com custos de gestão, limpeza e ocupação variável que reduzem significativamente a rentabilidade líquida final.
A simulação: longa duração vs curta duração
Num T1 arrendado a longo prazo por 850€ mensais, o rendimento bruto anual ronda os 10.200€, cerca de 5,7% do valor do imóvel, com custos de gestão residuais e taxa de ocupação praticamente de 100% ao longo do ano. Já em arrendamento de curta duração, com uma diária média de 65€ e uma taxa de ocupação realista de 65% ao longo do ano no Porto, o rendimento bruto anual pode ultrapassar os 15.400€, mas depois de descontar comissões de gestão (frequentemente entre 15% e 25%), limpeza entre estadias, manutenção acrescida e períodos de vacância, a rentabilidade líquida aproxima-se, e em muitos casos iguala, a do arrendamento tradicional.
A isto soma-se a diferença fiscal: enquanto o arrendamento tradicional pode beneficiar da taxa especial reduzida de 10% de IRS sobre rendas até 2029, o alojamento de curta duração é tributado como atividade empresarial na categoria B, com uma carga fiscal habitualmente superior.
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Quando o curto prazo ainda assim compensa
O arrendamento de curta duração tende a compensar mais em zonas de forte procura turística e com elevada visibilidade, como o Centro Histórico ou a zona ribeirinha, e para proprietários dispostos a gerir ativamente o imóvel ou a pagar uma empresa de gestão especializada. Em zonas mais residenciais e afastadas do centro, o arrendamento de longa duração costuma ser a opção com melhor equilíbrio entre rentabilidade e simplicidade de gestão.
O fator risco e estabilidade
Para além da rentabilidade pura, o arrendamento de longa duração oferece maior previsibilidade de rendimento mensal, o que facilita o planeamento financeiro e pode ser um fator decisivo na análise de crédito de investidores que pretendam financiar novas aquisições com base neste rendimento.
Perguntas Frequentes
Qual das duas opções tem menos risco fiscal?
O arrendamento de longa duração tende a ser fiscalmente mais simples e previsível, sobretudo com o regime especial de 10% disponível até 2029, enquanto o alojamento de curta duração exige maior atenção a obrigações contabilísticas.
É possível alternar entre os dois regimes no mesmo imóvel?
Sim, tecnicamente é possível, mas cada mudança implica reorganizar a atividade fiscal e, em zonas de contenção de Alojamento Local no Porto, pode não ser possível voltar a obter licença de AL depois de a cancelar.
A localização do imóvel influencia decisivamente esta escolha?
Sim, de forma muito significativa: zonas turísticas centrais favorecem geralmente o curto prazo, enquanto zonas residenciais e universitárias favorecem o arrendamento tradicional de longa duração.
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