Com a Euribor a 12 meses já perto dos 3% e os analistas a apontar para novas subidas até ao final de 2026, a escolha do tipo de taxa no crédito habitação volta a ser uma das decisões mais importantes para quem compra casa este ano.
A taxa variável continua a ser a mais comum em Portugal, indexada à Euribor a 6 meses na maioria dos contratos. É geralmente a opção com spread mais baixo à partida, mas expõe o comprador a subidas futuras da prestação, como se tem verificado nos últimos meses.
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A taxa fixa oferece previsibilidade total durante todo o prazo do contrato — a prestação não muda, independentemente da evolução da Euribor. Em troca, os bancos aplicam normalmente um spread mais elevado, e a mudança de banco ou amortização antecipada pode implicar comissões mais altas.
A taxa mista é um meio-termo: um período inicial (habitualmente entre 2 e 10 anos) com taxa fixa, seguido de indexação à Euribor. É uma opção interessante para quem quer segurança nos primeiros anos, mas não quer prender-se a uma fixa de longo prazo.
A escolha certa depende do perfil de risco, da estabilidade de rendimentos e do horizonte temporal do crédito. Regra geral, quem tem menor margem orçamental deve dar mais peso à previsibilidade da taxa fixa ou mista; quem tem folga financeira pode assumir o risco da variável em troca de um custo inicial mais baixo.
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