Apesar da redução do IRS sobre rendas para 10%, muitos investidores em arrendamento têm sentido a rentabilidade líquida do seu ativo cada vez mais apertada em 2026. Entre a manutenção do imóvel, o IMI, eventuais períodos de vacância e a contenção do crescimento das rendas em determinadas zonas, a diferença entre a rentabilidade bruta anunciada e a rentabilidade líquida real pode ser significativa.
Ao mesmo tempo, o valor de mercado dos imóveis continua a subir — o preço médio nacional já ultrapassa os 435.000 euros e, no Porto, o metro quadrado atingiu um novo máximo de 4.060 euros. Esta combinação leva muitos proprietários a questionar se não compensa mais vender agora, capitalizando a valorização acumulada, do que continuar a gerir um arrendamento com margens cada vez mais estreitas.
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A resposta certa varia muito de proprietário para proprietário: depende do valor de compra original, do estado do imóvel, da localização e da estratégia fiscal de cada família — incluindo a nova possibilidade de isentar mais-valias ao reinvestir em arrendamento acessível. Uma comparação numérica entre os dois cenários, feita com dados reais e atuais, é o ponto de partida mais seguro para decidir.
Uma alternativa a considerar, sobretudo para quem quer manter alguma exposição ao mercado de arrendamento sem abdicar da liquidez da venda, é precisamente o reinvestimento do valor de venda em imóveis mais pequenos ou mais eficientes, aproveitando a isenção de mais-valias já referida noutras medidas do pacote fiscal da habitação em vigor este ano.
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