Quando o rendimento ou a entrada disponível não são suficientes para o banco aprovar o crédito habitação nas condições pretendidas, a solução mais lembrada costuma ser pedir a um familiar que sirva de fiador. Mas nem toda a gente tem essa possibilidade — e comprometer o património de um familiar nem sempre é a decisão mais sensata para nenhuma das partes.
Uma alternativa menos divulgada em Portugal é recorrer a uma Sociedade de Garantia Mútua (SGM), entidade financeira que presta garantias a favor de terceiros mediante o pagamento de uma comissão, substituindo a necessidade de um fiador pessoal. A garantia funciona como um reforço da candidatura junto do banco, sem envolver o património de familiares ou amigos.
O custo da garantia varia consoante o montante e o prazo, e deve ser somado ao custo total do crédito para perceber se compensa face à alternativa de esperar, poupar mais para a entrada, ou reduzir o valor do imóvel pretendido. Em muitos casos, sobretudo para quem está a comprar a primeira casa e tem rendimento estável mas pouca entrada, a comissão da garantia mútua compensa por permitir aceder a condições de financiamento que, de outra forma, não estariam disponíveis.
Fale com o seu intermediário de crédito ou diretamente com o banco sobre esta possibilidade — nem todas as instituições a apresentam de forma proativa, mas a maioria trabalha com pelo menos uma sociedade de garantia mútua, sobretudo em linhas de crédito vocacionadas para jovens compradores.
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