Depois de assinado o CPCV, muitos vendedores e compradores assumem que o mais difícil já passou — mas há um conjunto de prazos técnicos entre a promessa e a escritura final que, se não forem geridos com atenção, podem atrasar significativamente o fecho do negócio.
Um dos exemplos mais comuns é a validade da avaliação bancária feita para efeitos de crédito habitação do comprador, que costuma ter um prazo limitado antes de ter de ser repetida. Outro é o próprio agendamento da escritura junto do notário, solicitador ou conservatória, que em alturas de maior procura pode ter listas de espera de várias semanas.
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Também é frequente subestimar o tempo necessário para reunir toda a documentação do lado do vendedor — sobretudo quando há heranças por regularizar, dívidas de condomínio a liquidar ou um distrate de hipoteca em curso — o que pode empurrar a data da escritura para muito depois do que ambas as partes esperavam inicialmente.
A melhor forma de evitar este tipo de atrasos é começar a preparar a documentação do imóvel antes mesmo de o colocar à venda, e não apenas depois de surgir uma proposta. Isso permite negociar prazos de escritura mais curtos e realistas, um argumento que pode até valorizar a proposta perante outros vendedores menos preparados.
Também vale a pena confirmar com antecedência a disponibilidade de agenda do notário, solicitador ou conservatória escolhidos, sobretudo em alturas de maior procura no mercado, em que os prazos de marcação podem alongar-se várias semanas para além do inicialmente esperado.
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