Quando um comprador não reúne sozinho as condições exigidas pelo banco para aprovação de um crédito habitação, é comum recorrer a um fiador — normalmente um familiar próximo — para reforçar a garantia do empréstimo. Esta decisão, no entanto, implica um compromisso financeiro muito mais sério do que muitos fiadores compreendem inicialmente.
Ao assinar como fiador, a pessoa assume responsabilidade solidária pela totalidade da dívida, o que significa que, em caso de incumprimento do titular principal, o banco pode exigir o pagamento integral diretamente ao fiador, sem necessidade de esgotar primeiro todas as possibilidades de cobrança junto do devedor principal. Esta responsabilidade pode ainda afetar a própria capacidade de crédito do fiador para outros fins.
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Antes de aceitar esta responsabilidade, é fundamental compreender que a fiança se mantém válida durante toda a vida do crédito, normalmente 30 ou mais anos, e que a saída do fiador só é possível mediante acordo do banco, geralmente condicionado à substituição por outra garantia equivalente ou à melhoria comprovada das condições financeiras do titular.
- Fiador assume responsabilidade solidária pela totalidade da dívida
- Compromisso mantém-se durante toda a vida do crédito, salvo acordo com o banco
- Pode afetar a capacidade de crédito do próprio fiador para outros fins
A equipa Casas Porto orienta compradores e famílias sobre todas as implicações financeiras de um processo de compra, incluindo a figura do fiador.
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