Ao calcular a rentabilidade de um investimento em arrendamento, muitos investidores concentram-se apenas na renda nominal recebida mensalmente, esquecendo o efeito corrosivo que a inflação tem sobre o valor real desse rendimento ao longo dos anos, sobretudo em contratos de arrendamento com atualizações de renda limitadas por lei.
Em Portugal, a atualização anual das rendas está indexada a um coeficiente oficial que, em períodos de inflação elevada, pode ficar aquém da subida real do custo de vida, corroendo o poder de compra da renda recebida pelo senhorio ao longo do contrato. Este efeito é particularmente relevante em contratos de longa duração sem cláusulas de atualização mais favoráveis.
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Por outro lado, o imobiliário é tradicionalmente considerado um ativo de proteção parcial contra a inflação, uma vez que o valor do imóvel em si tende a acompanhar, a médio e longo prazo, a subida generalizada de preços na economia — ao contrário de ativos puramente monetários. Compreender este equilíbrio entre proteção do capital e corrosão do rendimento é essencial para uma estratégia de investimento imobiliário bem calibrada.
- A atualização de rendas pode não acompanhar a inflação real
- O valor do imóvel tende a proteger melhor o capital do que a renda protege o rendimento
- Contratos de longa duração exigem atenção redobrada a este efeito
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