O regime de garantia pública no crédito habitação para jovens até 35 anos continua a bater recordes de adesão em 2026, mas o prazo para formalizar novos contratos termina a 31 de dezembro. Até final de junho, a medida já tinha financiado 40,1 mil contratos, no valor total de 8,3 mil milhões de euros, com o segundo trimestre do ano a registar 7,8 mil novos contratos — mais 13,5% do que no trimestre anterior.
A procura foi tão elevada que, em abril, o Governo anunciou um reforço de 750 milhões de euros ao envelope global do programa, elevando o valor total disponível para 2,3 mil milhões de euros. No primeiro trimestre do ano, quase metade (49,5%) dos créditos contratados por jovens até 35 anos recorreu já a esta garantia, que permite dispensar total ou parcialmente a entrada inicial exigida pelos bancos.
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Este apoio tem um peso ainda maior fora dos grandes centros urbanos: em regiões como o Alentejo, a Beira Baixa ou Trás-os-Montes, mais de metade dos créditos jovens já usaram a garantia do Estado. No distrito do Porto, onde os preços de entrada continuam elevados, a medida tem sido decisiva para muitos casais jovens conseguirem dar o primeiro passo para a casa própria sem depender de poupança acumulada ou apoio familiar.
Se está a pensar comprar casa e tem menos de 35 anos, o conselho é simples: não deixe a decisão para o último trimestre do ano. Reúna a documentação, simule a sua taxa de esforço e procure pré-aprovação de crédito o quanto antes, porque o processo entre a candidatura e a escritura pode demorar semanas, e o prazo de 31 de dezembro não deverá ser prorrogado.
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