Quem esperava alívio na Euribor em 2026 vai ter de rever as contas. Segundo análises recentes ao mercado, a Euribor não deverá registar descidas relevantes antes de 2027, penalizada pela incerteza internacional, incluindo o conflito no Médio Oriente, que tem mantido a pressão sobre as taxas de juro na zona euro.
Em agosto de 2026, a Euribor situa-se em 2,484% a 3 meses, 2,706% a 6 meses e 2,964% a 12 meses — valores que, para muitas famílias com crédito variável, representam prestações mais altas do que as previstas há apenas um ano.
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Para quem ainda não contratou crédito habitação, ou está a ponderar uma renegociação, este cenário reforça o interesse pela taxa fixa ou mista: bloquear a prestação hoje pode significar proteção contra novas subidas ao longo dos próximos dois anos.
Já para quem está a vender, o impacto é indireto mas real: compradores com crédito mais caro tendem a ajustar o valor que estão dispostos a pagar, sobretudo em imóveis de valor mais elevado. Preparar o imóvel, apresentar um preço realista e antecipar-se à negociação são formas de manter o interesse dos compradores neste contexto.
- Taxa fixa: prestação estável, mesmo que a Euribor volte a subir
- Taxa mista: período inicial fixo seguido de variável, um meio-termo cada vez mais procurado
- Taxa variável: continua exposta a novas subidas até pelo menos 2027
Se está a comprar, vender ou apenas a rever as suas opções de financiamento, vale a pena simular os três cenários antes de decidir.
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