Com a Euribor a 6 meses em 2,737% e spreads médios acima de 1%, muitos créditos habitação em Portugal estão hoje a render juros efetivos acima de 3,5% ao ano. Nestas condições, amortizar antecipadamente parte do capital em dívida — sempre que existe poupança disponível sem comprometer o fundo de emergência — costuma ser mais vantajoso do que aplicar esse dinheiro em produtos financeiros de baixo risco com rendibilidade inferior à taxa do crédito.
Uma vantagem pouco conhecida: desde as alterações legais dos últimos anos, os clientes particulares com crédito habitação em taxa variável ou mista estão isentos de comissão de reembolso antecipado, o que torna a amortização ainda mais atrativa do ponto de vista financeiro, sem custos adicionais a descontar da poupança obtida.
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Ao amortizar, há sempre duas opções a decidir com o banco: reduzir o prazo do crédito, mantendo a prestação mensal semelhante, ou reduzir o valor da prestação, mantendo o prazo original. Reduzir o prazo poupa mais juros ao longo da vida do crédito, mas reduzir a prestação alivia o orçamento mensal de forma imediata — a escolha certa depende da sua prioridade: poupança total ou liquidez mensal.
Antes de decidir, vale a pena simular ambos os cenários com o seu banco e comparar com outras prioridades financeiras, como a criação de uma almofada de poupança ou outros investimentos. Para quem está também a ponderar vender e mudar de casa, a amortização pode ainda reduzir o capital em dívida a liquidar na escritura, aumentando a margem líquida da venda.
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