O Governo português anunciou em 2026 um reforço de 750 milhões de euros na garantia pública para o Crédito Habitação Jovem, elevando o montante total disponível para cerca de 2,3 mil milhões de euros. A medida surge depois de uma procura muito acima do previsto: só no segundo trimestre de 2026 foram celebrados 7,8 mil contratos ao abrigo deste regime, num total de 1,7 mil milhões de euros.
Este regime permite a jovens compradores financiar até 100% do valor de aquisição, sem necessidade de entrada inicial, com o Estado a assumir a garantia junto do banco. No final de junho de 2026, já estavam utilizados 56% do montante total atribuído.
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Para ser elegível, é necessário ter entre 18 e 35 anos à data do contrato, o imóvel destinar-se a habitação própria e permanente, não ser proprietário de qualquer outra habitação, estar posicionado até ao 8.º escalão de IRS, e o imóvel ter um valor de transação até 450.000 euros. O contrato de crédito tem de ser celebrado até 31 de dezembro de 2026, pelo que quem pondera aproveitar esta condição não deve adiar demasiado a decisão.
Combinado com a isenção de IMT e Imposto do Selo para jovens até 35 anos em imóveis até 330.539 euros, este é atualmente um dos contextos mais favoráveis dos últimos anos para a primeira compra de casa por parte de jovens no Porto.
Se é proprietário e o seu imóvel se enquadra neste perfil de preço, pode estar a atrair precisamente este público de jovens compradores com acesso facilitado ao crédito — vale a pena perceber a que valor pode vender.
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