É comum os bancos oferecerem um spread reduzido no crédito habitação em troca da contratação de produtos associados: domiciliação de ordenado, cartão de crédito com utilização mínima, seguro de vida, seguro multirriscos ou até um plano poupança-reforma. Cada produto aceite costuma reduzir o spread em alguns centésimos de ponto percentual.
O problema é que estes produtos têm custo próprio, que muitas vezes não está refletido no spread anunciado, apenas na TAEG — a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global, que é o único indicador que soma tudo: juros, comissões e produtos associados. Um cartão de crédito com anuidade de 60€ ou um seguro de vida caro podem anular, ou até ultrapassar, a poupança conseguida com o spread mais baixo.
A recomendação prática é simples: peça sempre ao banco a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) com e sem os produtos associados, e compare a TAEG final de cada cenário — não apenas o spread. Em muitos casos, manter o seguro de vida e o multirriscos fora do banco, contratados no mercado livre, sai mais barato mesmo perdendo o desconto no spread.
- Peça sempre a comparação de TAEG com e sem produtos associados
- Confirme se pode cancelar produtos ao fim de alguns anos sem penalização no spread
- Compare seguros de vida e multirriscos no mercado livre antes de aceitar os do banco
Reveja esta simulação com atenção antes de assinar — é um dos pontos onde mais se perde dinheiro sem perceber, mesmo com um spread aparentemente competitivo.
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