Perante prestações mais elevadas por via da subida da Euribor, alguns bancos em Portugal têm voltado a disponibilizar prazos de crédito habitação até 40 anos, sobretudo para compradores mais jovens. O objetivo é simples: alargar o prazo reduz a prestação mensal, tornando o crédito acessível a um perfil de rendimento mais apertado.
A vantagem é evidente na prestação mensal — mas o custo total do crédito aumenta significativamente ao longo do contrato, já que se pagam juros durante mais anos. Para muitos compradores jovens, a troca compensa: preferem uma prestação confortável hoje, mesmo sabendo que pagarão mais juros no total, sobretudo porque a maioria refinancia ou muda de casa muito antes do fim do prazo contratado.
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Os bancos que oferecem prazos mais longos costumam também limitar a idade máxima do titular no final do contrato, o que restringe esta opção principalmente a compradores mais novos. Além disso, alguns exigem um perfil de risco mais sólido, precisamente porque o prazo alargado implica maior exposição ao longo do tempo.
Se está a comparar propostas, vale a pena simular o mesmo crédito a 30 e a 40 anos e perceber não só a diferença na prestação mensal, mas também o total de juros pagos em cada cenário — a decisão certa depende do seu horizonte financeiro, não apenas do valor da prestação inicial.
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