Muitos compradores ficam surpreendidos ao perceber que as condições de crédito para uma segunda habitação são, em regra, menos vantajosas do que para a compra de habitação própria e permanente. Os bancos financiam normalmente uma percentagem menor do valor do imóvel — muitas vezes entre 70% e 80%, contra os 90% possíveis para primeira habitação — e aplicam spreads ligeiramente mais elevados, por considerarem este tipo de crédito mais arriscado.
Este critério tem impacto direto em quem procura casa para arrendamento, para uso sazonal ou para um familiar. Também não beneficia das isenções fiscais associadas à habitação própria e permanente, como determinadas reduções de IMT, o que encarece o processo desde a escritura.
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Para quem vende um imóvel que possa servir este perfil de comprador — investidores, famílias que procuram casa de férias no distrito do Porto, ou compradores que estão a alargar o património — é importante perceber que estes compradores tendem a ser mais criteriosos com o preço, precisamente porque o financiamento lhes sai mais caro.
Ainda assim, este segmento de compradores continua ativo em 2026, sobretudo em zonas com procura turística e de investimento consolidada, como o Porto e a sua área metropolitana, onde a rentabilidade potencial compensa o esforço financeiro adicional.
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