Dados do Banco de Portugal referentes ao primeiro trimestre de 2026 mostram que, entre os créditos contratados por jovens até 35 anos, 49,5% — cerca de 6.800 contratos — beneficiaram da garantia pública do Estado, um mecanismo que permite financiamento até 100% do valor do imóvel para a primeira casa própria e permanente.
Em valor, esta percentagem é ainda mais expressiva: 51,3% do montante total emprestado a jovens, correspondente a 1.500 milhões de euros, teve o apoio desta garantia. O Governo reforçou entretanto o programa em 750 milhões de euros em abril de 2026, elevando o total disponível para cerca de 2,3 mil milhões de euros, com contratos elegíveis até 31 de dezembro de 2026.
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Para quem vende, este dado é particularmente relevante: metade dos jovens compradores está hoje a comprar sem necessidade de entrada inicial significativa, graças à garantia do Estado, que cobre até 15% do valor da transação. Isto amplia consideravelmente o universo de compradores com capacidade real de avançar para uma escritura — desde que o imóvel esteja bem posicionado em termos de preço e comunicação.
Este crescimento do peso da garantia pública reflete também um ajuste natural do mercado a taxas de juro mais altas: sem este apoio, muitos jovens veriam a entrada inicial exigida pelos bancos tornar-se um obstáculo praticamente instransponível. Para vendedores, saber comunicar esta informação de forma clara pode ser decisivo para captar a atenção deste segmento de comprador cada vez mais relevante.
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