Trabalhadores com contrato a termo certo ou em regime de part-time enfrentam, tipicamente, um escrutínio mais apertado por parte dos bancos na análise de um pedido de crédito habitação, já que a estabilidade do rendimento é um dos critérios centrais na avaliação de risco de qualquer instituição financeira.
Isto não significa, no entanto, que estes trabalhadores estejam automaticamente excluídos do acesso ao crédito. Os bancos analisam fatores como o tempo de permanência na mesma empresa (mesmo com contratos a termo sucessivamente renovados), o histórico profissional no setor, e a existência de um segundo titular no crédito com rendimento mais estável, que reforce a robustez global do dossiê.
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Reunir um histórico bancário organizado — poupanças regulares, ausência de incidentes de crédito, baixa taxa de esforço face a outros compromissos — fortalece significativamente a posição destes candidatos perante o banco. Recorrer a um intermediário de crédito, que conhece as políticas específicas de cada instituição, pode também ajudar a identificar o banco mais recetivo a este perfil profissional em concreto.
Com a nova taxa de esforço máxima de 45% a entrar em vigor em agosto, e a margem de exceções dos bancos reduzida, é ainda mais importante que trabalhadores com vínculos menos convencionais preparem cuidadosamente o seu dossiê antes de submeter o pedido de crédito.
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