O Banco de Portugal anunciou, a 2 de julho de 2026, uma alteração à recomendação macroprudencial para o crédito habitação: a partir de 1 de agosto, a taxa de esforço máxima recomendada desce de 50% para 45%. Na prática, os bancos passam a exigir que a prestação da casa (mais outros créditos) não ultrapasse 45% do rendimento líquido do agregado familiar.
O impacto é imediato no poder de compra. Um agregado com 2.000€ de rendimento mensal, que antes podia suportar uma prestação até 1.000€, passa agora a ter um limite de 900€. Para quem está a comprar com recurso a crédito, isto significa menos margem para propostas mais altas.
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Para quem tem uma casa para vender, esta medida não é um sinal de alarme, mas obriga a olhar com mais atenção para o perfil dos compradores interessados. Casas bem posicionadas em preço continuam a atrair procura qualificada; casas sobrevalorizadas correm o risco de ver o número de interessados reduzir-se ainda mais nos próximos meses, à medida que menos famílias conseguem aprovação para o valor pedido.
O Banco de Portugal justifica a medida com a preocupação de travar uma corrida excessiva ao crédito, agravada pelas ajudas públicas aos jovens compradores, nomeadamente a garantia pública que permite financiamento a 100% do valor do imóvel. Ao mesmo tempo, para compensar parcialmente o efeito, os jovens até 35 anos passam a ter acesso a prazos de crédito mais longos.
Se pondera vender nos próximos meses, o timing importa: agir antes de o mercado absorver totalmente este ajuste pode significar mais compradores qualificados a competir pela sua casa.
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