Julho trouxe mais um aumento das taxas Euribor a 3 e 6 meses, os indexantes mais usados no crédito habitação em Portugal. Segundo dados recentes, a Euribor a 3 meses fixou-se em 2,321% e a 6 meses em 2,554%, refletindo-se num aumento das prestações mensais de quem tem crédito a taxa variável. Mas esta não é a única mudança que vai afetar o mercado nas próximas semanas.
A partir de 1 de agosto de 2026, o Banco de Portugal reduz também o limite máximo recomendado da taxa de esforço no crédito habitação, de 50% para 45%. As duas mudanças combinadas — prestações mais altas e menos capacidade de crédito aprovada — apontam para um afunilamento no número de compradores capazes de financiar a compra de uma casa ao preço atual de mercado.
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Para quem tem uma casa para vender, este é um sinal a levar em conta: o universo de compradores pré-aprovados hoje pode ser mais reduzido em setembro do que é em julho. Isto não significa necessariamente vender com pressa ou a qualquer preço, mas sim ajustar a estratégia de comunicação e negociação, sabendo que o perfil do comprador pode mudar nos próximos meses.
- Prestações mais altas por via da Euribor reduzem o orçamento disponível de muitos compradores.
- A nova taxa de esforço máxima de 45% reduz ainda mais o valor de crédito aprovado para o mesmo rendimento.
- Compradores que já têm crédito pré-aprovado antes de agosto podem ter condições mais favoráveis do que os que só vão pedir depois.
Perceber este contexto ajuda a decidir o timing certo para colocar a sua casa no mercado e a preparar uma estratégia de preço realista.
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