A taxa de esforço máxima recomendada pelo Banco de Portugal para o crédito habitação baixou de 50% para 45% a partir de 1 de agosto de 2026. Isto significa que a soma das prestações de todos os créditos do agregado familiar não pode, em regra, ultrapassar 45% do rendimento mensal líquido, reduzindo o montante que os bancos estão dispostos a emprestar a cada família.
O que é a taxa de esforço (DSTI) e porque mudou
A taxa de esforço, ou DSTI (Debt Service to Income), mede a relação entre as prestações mensais de todos os empréstimos de uma família e o seu rendimento líquido. O Banco de Portugal reforçou esta recomendação macroprudencial para travar o risco de sobre-endividamento das famílias, numa altura em que os preços da habitação continuam a subir e a Euribor se mantém acima dos 3% a 12 meses.
Quanto menos pode pedir emprestado com o novo limite
Na prática, um agregado que antes conseguia aprovar uma prestação equivalente a 50% do rendimento líquido vê agora esse limite reduzido em 5 pontos percentuais. Para quem ganha 2.000 euros líquidos por mês, a prestação máxima aceite desce de 1.000 para 900 euros — o que pode representar menos 20 a 30 mil euros de capital financiável, consoante o prazo e a taxa aplicada.
- Antes de agosto de 2026: limite de referência de 50% do rendimento líquido
- Desde 1 de agosto de 2026: limite de referência de 45% do rendimento líquido
- Prazos máximos: 40 anos até aos 35 anos de idade; 35 anos a partir dessa idade
A exceção que ainda permite ultrapassar os 45%
O Banco de Portugal manteve uma margem de flexibilidade: até 10% dos novos contratos de crédito habitação de cada instituição podem ultrapassar o limite de 45%, sem um teto definido. Esta exceção é normalmente usada para perfis de rendimento mais elevado ou estável, pelo que vale sempre a pena comparar propostas entre bancos antes de desistir de um imóvel que gostou.
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Perguntas Frequentes
A taxa de esforço de 45% aplica-se a todos os créditos já aprovados?
Não. A nova recomendação de 45% aplica-se apenas à avaliação de novos pedidos de crédito habitação feitos a partir de 1 de agosto de 2026, não afetando contratos já assinados antes dessa data.
Como posso aumentar o valor de crédito aprovado dentro do novo limite?
Aumentar a entrada inicial, alongar o prazo dentro do máximo permitido pela idade, ou apresentar rendimentos adicionais comprovados (como um segundo titular) são as formas mais comuns de reforçar a capacidade de financiamento.
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