Antes de aprovar qualquer crédito habitação, os bancos analisam um indicador central: a taxa de esforço, ou seja, a percentagem do rendimento mensal do agregado familiar que fica comprometida com o pagamento de todos os créditos, incluindo a nova prestação da casa. Este número é decisivo tanto para a aprovação do empréstimo como para o valor máximo que o banco está disposto a financiar.
Regra geral, os bancos consideram confortável uma taxa de esforço até 35%, sendo que valores acima de 50% costumam ser recusados ou exigem garantias adicionais. No caso de créditos com garantia pública para jovens, este limite máximo de 50% é mesmo um requisito formal do programa.
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Com a recente subida da Euribor, a taxa de esforço de muitos agregados com crédito variável já contratado tende a aumentar automaticamente, o que pode reduzir a margem disponível para outros compromissos financeiros. Para quem ainda vai pedir crédito, este é um fator importante a considerar ao definir o orçamento máximo para a compra.
Como melhorar a sua taxa de esforço antes de pedir crédito:
- Liquide ou reduza outros créditos em curso, como crédito automóvel ou pessoal
- Considere um prazo de amortização mais longo, que reduz a prestação mensal (embora aumente o custo total do crédito)
- Avalie se um segundo titular no crédito, com rendimento próprio, ajuda a equilibrar os números
- Peça simulações a vários bancos, já que os critérios de avaliação podem variar ligeiramente entre instituições
Perceber bem este indicador ajuda a definir com realismo o orçamento de compra, evitando surpresas desagradáveis já em fase de negociação com o vendedor.
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