A partir de 1 de agosto de 2026, o limite recomendado pelo Banco de Portugal para a taxa de esforço no crédito habitação desce para 45%, o que significa que a prestação mensal do crédito, somada a outros encargos, não deve ultrapassar essa percentagem do rendimento líquido do agregado familiar. Esta medida, pensada para conter o sobre-endividamento, tem um impacto particularmente sensível para trabalhadores independentes e recibos verdes.
Quem trabalha a recibos verdes enfrenta já, por regra, uma análise bancária mais conservadora — os bancos consideram normalmente a média dos últimos dois ou três anos de rendimento declarado, com descontos de segurança face a rendimentos irregulares. Com o limite de taxa de esforço mais apertado, este perfil de comprador vê a sua capacidade de financiamento reduzida de forma mais acentuada do que um trabalhador por conta de outrem com rendimento fixo.
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Para compradores independentes que querem comprar casa no Porto nos próximos meses, a recomendação é simular o crédito com antecedência e considerar reforçar a entrada inicial, de forma a reduzir o montante financiado e, consequentemente, a prestação mensal face ao rendimento declarado.
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