Em 2026, os spreads praticados pelos bancos portugueses no crédito habitação situam-se, em média, entre 0% — em campanhas específicas de determinadas instituições — e 1,43% no mercado geral. Um bom spread, para a maioria dos perfis de comprador, está hoje entre 0,6% e 1%, dependendo do rendimento, do histórico bancário e da relação com a instituição.
Esta amplitude significativa entre bancos abre uma janela de negociação importante para compradores atentos — e, indiretamente, para vendedores que saibam orientar potenciais interessados. Um comprador que consiga um spread mais baixo tem maior capacidade de endividamento, o que pode significar a diferença entre conseguir ou não avançar para a compra de um imóvel específico.
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Na prática, um bom consultor imobiliário não se limita a mostrar casas — ajuda também a orientar compradores para as melhores condições de financiamento disponíveis no mercado, o que acelera fecho de negócios e reduz o risco de quedas de venda por falta de aprovação de crédito. É uma parte do trabalho que muitas vezes faz a diferença entre uma venda concluída e uma oportunidade perdida.
Vale ainda lembrar que o spread não é o único fator a pesar na escolha do crédito: o TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) junta ao spread e à Euribor os custos de comissões e seguros associados, sendo por isso o indicador mais fiável para comparar propostas de diferentes bancos de forma justa.
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