Investir num imóvel para arrendar recorrendo a crédito habitação sempre implicou uma conta simples, mas exigente: a renda cobrada tem de superar, com margem confortável, a prestação mensal do crédito, mais despesas de condomínio, seguros e manutenção. Com a Euribor em níveis mais altos em 2026, esta margem ficou mais apertada para muitos investidores.
Ainda assim, em zonas com procura de arrendamento consolidada, como o Porto e concelhos limítrofes, a rentabilidade bruta continua, em muitos casos, a compensar o custo do financiamento — especialmente para quem consegue negociar spreads competitivos, aproveitando a atual guerra comercial entre bancos por bons perfis de crédito.
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Um erro comum entre investidores é calcular apenas a rentabilidade bruta (renda anual sobre valor do imóvel), sem descontar IRS sobre rendimentos prediais, condomínio, manutenção e períodos de vacância entre inquilinos. A rentabilidade líquida real costuma ficar significativamente abaixo da bruta — e é essa a que deve ser comparada com o custo do crédito.
Para quem já tem um imóvel arrendado e financiado a crédito, vale também a pena rever periodicamente se a valorização acumulada do imóvel não torna mais vantajoso vender agora, realizando o ganho de capital, do que continuar a gerir o arrendamento com margens cada vez mais apertadas.
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