Um dos maiores atrasos numa venda de imóvel não tem nada a ver com encontrar comprador — tem a ver com documentação em falta ou desatualizada. Reunir os documentos certos desde o primeiro dia acelera todo o processo e transmite confiança a potenciais compradores.
O documento base é a Certidão Permanente do Registo Predial, que confirma a titularidade do imóvel e eventuais ónus ou hipotecas registadas. A par desta, precisa da Caderneta Predial Urbana, atualizada junto das Finanças, que descreve o imóvel para efeitos fiscais.
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O Certificado Energético, obrigatório em qualquer anúncio ou escritura, deve estar válido — normalmente com validade de 10 anos — e a Licença de Utilização confirma que o imóvel está legalmente habitável para o fim a que se destina. Sem estes dois documentos, a venda simplesmente não pode ser formalizada.
Para imóveis em propriedade horizontal (apartamentos), é ainda necessária a ficha técnica de habitação e, frequentemente, uma declaração da administração do condomínio a confirmar que não existem dívidas de quotas em atraso associadas à fração. Se o imóvel tiver crédito habitação associado, o extrato de dívida atualizado junto do banco também deve ser preparado com antecedência.
Reunir toda esta documentação antes de colocar o imóvel no mercado, e não apenas quando surge um comprador interessado, é uma das formas mais eficazes de acelerar uma venda e evitar perder compradores por atrasos administrativos evitáveis.
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