Com o limite da taxa de esforço reduzido para 45% desde 1 de agosto, mais compradores — sobretudo jovens em início de carreira — estão a recorrer a um fiador ou avalista para conseguir aprovação do crédito habitação. Mas esta solução tem implicações sérias que poucos avaliam com o devido cuidado.
Ao assumir a posição de fiador, uma pessoa compromete-se a pagar a dívida se o titular do crédito não o fizer — e essa responsabilidade fica registada como um compromisso financeiro que pode limitar a sua própria capacidade de pedir crédito no futuro, mesmo sem nunca ter havido incumprimento.
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Uma alternativa cada vez mais usada é a hipoteca de um segundo imóvel (por exemplo, de um familiar) como garantia adicional, em vez de um aval pessoal — em muitos casos reduz o risco para quem ajuda, embora também tenha implicações que devem ser bem esclarecidas com o banco antes de avançar.
Antes de pedir a alguém que assuma esta responsabilidade, vale sempre a pena simular primeiro se um prazo mais longo, uma entrada inicial maior ou a combinação de apoios como o IMT Jovem e a garantia pública do Estado não resolvem o problema sem necessidade de envolver terceiros.
Se está a comprar casa e a considerar pedir ajuda a um familiar para reforçar a garantia do crédito, vale a pena perceber todas as opções disponíveis antes de assumir compromissos que podem durar décadas.
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