É um dos documentos mais subestimados — e mais problemáticos quando esquecido — em qualquer processo de venda: o Certificado Energético. Sem ele válido, não é legalmente possível anunciar, promover ou celebrar a escritura de venda de um imóvel em Portugal, seja apartamento, moradia ou loja.
O certificado tem uma validade de 10 anos e classifica o imóvel numa escala de A+ a F, consoante o seu desempenho energético. Muitos proprietários descobrem, já com um comprador interessado e pressa para fechar negócio, que o certificado caducou ou nunca foi emitido — o que obriga a contratar um perito qualificado e pode atrasar a escritura em semanas.
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Além do risco de atraso, uma classificação energética baixa (E ou F) pode ainda ser usada por compradores como argumento de negociação para pressionar o preço para baixo, sobretudo em imóveis mais antigos sem obras de isolamento. Tratar do certificado com antecedência — e, se necessário, realizar pequenas melhorias antes de anunciar — pode ser decisivo tanto para o prazo como para o valor final de venda.
- Obrigatório por lei para anunciar e escriturar qualquer imóvel
- Válido por 10 anos, mas deve confirmar-se antes de vender
- Classificação baixa pode ser usada como argumento de negociação contra si
Antes de colocar a sua casa no mercado, vale a pena confirmar este e outros documentos essenciais para evitar surpresas de última hora que atrasam ou comprometem o negócio.
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