O Orçamento do Estado para 2026 trouxe uma atualização de 2% nos escalões do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), o imposto que qualquer comprador paga ao adquirir uma casa em Portugal. Na prática, este ajuste traduz-se num aumento de cerca de 6.500 euros nos limiares que definem cada escalão de tributação.
Para quem está a planear comprar casa este ano, esta atualização tem um efeito duplo: por um lado, os limites de isenção sobem ligeiramente, o que é positivo; por outro, o valor tributável em cada escalão também se ajusta, pelo que vale a pena recalcular o IMT antes de assinar o CPCV.
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O segundo escalão do IMT, onde se aplica a taxa reduzida de 8%, passou de 648.022 euros para 660.982 euros. Já para jovens até 35 anos, o limite de isenção total de IMT e Imposto do Selo subiu de 324.058 euros para 330.539 euros — uma medida que continua a beneficiar quem compra a primeira casa própria e permanente.
Pontos a reter para 2026:
- Recalcule sempre o IMT com base nos novos escalões antes de fechar negócio
- Se está perto de um limiar de escalão, um pequeno ajuste no preço de compra pode significar uma poupança relevante
- Peça sempre ao seu consultor uma simulação atualizada, incluindo Imposto do Selo
- Compare o impacto entre comprar este ano ou esperar por eventuais novas atualizações
Estas alterações fiscais também têm impacto em quem vende: compradores mais informados sobre os custos totais da transação negoceiam com mais confiança, e um vendedor preparado para explicar estes números tem vantagem em qualquer negociação.
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