Além da descida da taxa de esforço máxima e do alargamento de prazos para jovens, o Banco de Portugal reduziu também a margem de exceções que os bancos podem conceder acima dos limites gerais recomendados: desce de 15% para 10% do montante total de crédito habitação concedido por cada instituição em cada semestre.
Estas exceções eram, até agora, a válvula de escape para muitos compradores com perfis específicos — rendimento elevado mas irregular, recibos verdes, ou dossiês com taxa de esforço ligeiramente acima do recomendado, mas com garantias adicionais. Com menos margem disponível, os bancos tendem a ser mais seletivos sobre a quem concedem essas exceções.
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Para quem tem uma casa para vender, este ajuste pode traduzir-se em processos de aprovação de crédito mais demorados ou mais compradores a ver a proposta recusada já perto da escritura, mesmo depois de um CPCV assinado. É por isso mais importante do que nunca confirmar a pré-aprovação bancária do comprador antes de avançar com o processo, e prever cláusulas de salvaguarda no contrato-promessa.
Compradores com recibos verdes, autónomos e investidores com vários créditos em curso serão provavelmente os mais afetados por esta medida, à medida que os bancos concentram a sua margem de exceção em casos claramente sólidos.
Um bom acompanhamento profissional no processo de venda ajuda a filtrar interessados verdadeiramente qualificados, poupando tempo e evitando surpresas de última hora.
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