Ao contratar um crédito habitação, os bancos exigem, por lei ou por política interna, a contratação de dois seguros: o seguro multirriscos habitação, obrigatório, e o seguro de vida, exigido pela generalidade das instituições para cobrir o risco de morte ou invalidez do titular do crédito. O que muitos compradores desconhecem é que não são obrigados a contratar estes seguros junto do próprio banco.
A lei portuguesa garante ao consumidor o direito de escolher livremente a seguradora, desde que a apólice cumpra as coberturas mínimas exigidas pelo banco. Esta liberdade de escolha pode traduzir-se em poupanças significativas, já que os seguros vendidos diretamente pelos bancos tendem a ser mais caros do que os disponíveis no mercado aberto.
Pontos importantes a considerar:
- O seguro multirriscos habitação deve cobrir, no mínimo, incêndio e outros danos ao imóvel dado como garantia;
- O seguro de vida deve cobrir o capital em dívida e ajustar-se ao perfil de risco e idade do titular;
- Comparar propostas de seguradoras independentes pode gerar poupanças de várias centenas de euros por ano;
- Alguns bancos oferecem descontos no spread do crédito em troca da contratação dos seus próprios seguros — vale a pena comparar o custo total (spread + seguro) e não apenas cada componente isoladamente;
- Reveja anualmente as apólices, pois o capital em dívida diminui ao longo do tempo e o prémio do seguro de vida deveria acompanhar essa redução.
Para quem está a preparar a compra de casa no Porto, negociar seguros à parte do crédito pode ser tão importante quanto negociar o spread. É um dos custos mais esquecidos no orçamento total da compra, mas também um dos mais fáceis de otimizar com uma simples comparação de mercado.
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