Com prestações do crédito habitação ainda a pesarem no orçamento das famílias, é natural que muitos proprietários se perguntem se vale a pena usar poupanças para amortizar antecipadamente o empréstimo. A resposta depende de vários fatores, mas há critérios objetivos que ajudam a decidir.
A amortização antecipada reduz o capital em dívida e, consequentemente, os juros pagos ao longo do contrato. Pode optar por reduzir o prazo do empréstimo, mantendo a prestação mensal, ou reduzir a prestação, mantendo o prazo — a primeira opção poupa mais juros a longo prazo.
Antes de decidir, compare a taxa de juro do seu crédito com a rentabilidade que conseguiria obter aplicando esse mesmo dinheiro noutro produto financeiro. Se a Euribor e o spread do seu crédito resultam numa taxa superior à rentabilidade líquida de alternativas seguras, amortizar tende a ser a opção mais racional.
Aspetos a não esquecer:
- Verifique se existe comissão de amortização — geralmente entre 0,5% (taxa variável) e 2% (taxa fixa) do capital amortizado;
- Mantenha sempre um fundo de emergência antes de usar poupanças no crédito;
- Se tem vários créditos ou dívidas com taxas mais altas, priorize sempre a mais cara;
- Pondere amortizações parciais em vez de esgotar toda a poupança de uma só vez.
Para quem está também a pensar em vender e comprar outra casa no Porto, uma amortização estratégica pode ainda reduzir o valor em dívida e aumentar a margem de negociação numa eventual transição para um imóvel diferente.
Cada situação financeira é única, e a decisão certa depende do seu perfil de risco, da sua idade e dos seus planos a médio prazo. Uma simulação personalizada junto do seu banco, comparada com um plano financeiro global, é sempre o ponto de partida mais seguro.
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