A Linha Rubi do Metro do Porto, com conclusão prevista para o final de 2026, é uma das maiores obras de infraestrutura de transportes da região nos últimos anos, e tem potencial para influenciar significativamente o mercado imobiliário nas zonas que atravessa.
O que caracteriza esta nova linha
- 6,3 quilómetros de extensão, com oito novas estações, incluindo Casa da Música, Campo Alegre, Arrábida, Candal, Rotunda, Devesas, Soares dos Reis e Santo Ovídio;
- Uma nova travessia sobre o rio Douro, a Ponte Ferreirinha, ligando diretamente o Porto a Vila Nova de Gaia;
- Investimento de cerca de 300 milhões de euros, com benefícios sociais e económicos estimados em 1,7 mil milhões de euros;
- Potencial de captação de até 12 milhões de passageiros, com cerca de três milhões de novos utilizadores de transporte público.
Impacto expectável no imobiliário
Historicamente, a chegada de novas linhas de metro tem um efeito positivo na valorização de imóveis nas proximidades das novas estações, ao melhorar significativamente a acessibilidade e reduzir a dependência do automóvel. Zonas como Devesas e Santo Ovídio, em Gaia, podem beneficiar particularmente desta nova ligação direta ao centro do Porto.
O que observar nos próximos meses
Com a entrada em funcionamento prevista de forma parcial ainda em 2026, entre Santo Ovídio e a Arrábida e entre a Casa da Música e o Campo Alegre, é expectável que o interesse por imóveis nestas zonas comece a refletir-se nos preços antes mesmo da conclusão total da obra.
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