Classe Energética e Valor de Venda: Por Que a Eficiência Energética Já Não É Opcional

  • 4 semanas atrás
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A sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um verdadeiro critério de valor no mercado imobiliário português. Segundo estudos recentes do setor, 93% dos entrevistados reconhecem que o desempenho energético influencia diretamente o valor de mercado de um imóvel.

A lógica é simples: imóveis com classificação energética elevada — classe A ou superior — são mais eficientes em termos de consumo, o que se traduz em menores custos de operação para quem lá vive. Num contexto de custos de energia ainda elevados, esta poupança pesa cada vez mais na decisão de compra.

Do lado da oferta, no entanto, há um desafio real: os custos de investimento em eficiência energética foram apontados como a causa de 71% das desistências de obras de reabilitação energética em Portugal. Isolamento, painéis solares e sistemas de climatização eficientes têm um custo inicial significativo, mesmo quando o retorno a médio prazo é claro.

Para ajudar a colmatar esta lacuna, o Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência, disponibiliza apoios financeiros a proprietários que queiram melhorar a eficiência energética das suas casas.

O que isto significa na prática para quem vende ou compra casa no Porto?

  • Se vais vender, investir em melhorias energéticas simples pode aumentar o valor percebido do imóvel;
  • Se vais comprar, vale a pena comparar o certificado energético entre alternativas — a diferença nos custos operacionais ao longo dos anos pode ser significativa;
  • Imóveis com classe energética baixa tendem a exigir maior margem de negociação.

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